Quem é “VIRMOND, A.” nos livros de Gustavo Biscaia de Lacerda.

 

Quem é “VIRMOND, A.” nos livros de Gustavo Biscaia de Lacerda.

Arthur Virmond de Lacerda Neto.

Acha-se, disponível na rede, desde 2011, uma tese de doutoramento aprovada na Universidade Federal de Santa Catarina, intitulada (com mau gosto) “Momento comtiano”, relativa ao pensamento do Positivismo de Augusto Comte, em que o autor, Gustavo Biscaia de Lacerda,  menciona, no texto e na bibliografia, “VIRMOND, A.”.

A. Virmond sou eu, de nome completo Arthur Virmond de Lacerda Neto, que deveria haver sido mencionado da forma academicamente correta, ou seja, “LACERDA NETO, A. V. de”.

O já agora professor pós-doutor Gustavo é meu irmão germano (somos filhos dos mesmos pai e mãe) e, obviamente, conhece-me o nome completo e as regras acadêmicas de citação de autores, que seguiu corretamente em relação a todos os que cita, exceto no que me concerne. Sou o único autor cujo nome ele elidiu, parcialmente, para ocultar o meu segundo sobrenome, Lacerda, e evitar, com isto, que o leitor perceba o parentesco existente entre nós.

Escrevi dois livros que tratam especificamente do Positivismo e outro em que há capítulos sobre ele, a saber: “A república positivista. Teoria e ação no pensamento político de Augusto Comte”, que o autor menciona na sua tese e no seu livro “Laicidade”; “A desinformação anti-Positivista no Brasil”, que Gustavo menciona no seu livro “Laicidade”; “Provocações”, com capítulos acerca do Positivismo, que Gustavo não menciona na sua tese nem em “Laicidade”.

A bibliografia da sua tese omite “A desinformação anti-Positivista no Brasil” e “Provocações”, que ele deveria haver, no mínimo, consultado; se não o fez, deixou de recorrer a livros de que dispunha, quanto mais não fosse porque lhe dei, pessoalmente, um exemplar de “A desinformação anti-positivista no Brasil” que publiquei no mesmo volume em que publiquei a “Pequena história da desinformação”, de Vladimir Volkoff: trata-se de dois livros em um só tomo, de que ele menciona o segundo, na bibliografia.  A quem consultou o de Volkoff é materialmente impossível ignorar a existência de “A desinformação anti-positivista no Brasil”. Na sua tese, ele o ignorou adrede: fingiu desconhecê-lo.

A menção errada do meu nome e a omissão de dois dos meus livros constituem falhas imperdoáveis. Não foram casuais; ao contrário, foram intencionais, no intuito de ocultar o meu nome e parte da minha obra. A atitude do autor da tese constitui falha acadêmica, pelo que ela não poderia, jamais, haver sido aprovada com louvor, como o foi: ao contrário, sem louvor, e com censura pela atitude mesquinha de que ela serviu de instrumento, como veículo de ódio de família que, no seu autor, sobrepujou e ainda sobrepuja a correção acadêmica.

Após a disposição da tese, na rede de computadores, dirigi-me, privadamente e por escrito, a Gustavo. Protestei contra a mutilação do meu nome; em resposta, recebi subterfúgios cínicos. Quando lhe esfreguei na cara a regra da Abnt, concernente à citação dos nomes dos autores, ele calou-se.

Em 2016, Gustavo publicou  “Laicidade na I República Brasileira” (Curitiba, Appris Editora), em cuja página 162 insiste na aleivosia de identificar-me com o meu nome mutilado, a saber, “VIRMOND, A.”.

O professor pós-doutor Gustavo Biscaia de Lacerda odeia-me ferozmente há, pelo menos, dez anos; recusava-me, com ódio velado, há cerca de vinte, suspeito de que por homofobia internada (“internalizada”).

Em 2016, ele persiste, se não no seu ódio, certamente sim no procedimento soez de ocultar-me a identificação por nome completo e o nosso parentesco, com evidente infração da correção acadêmica (porquanto “Laicidade” foi-lhe texto de pós-doutorado) e da probidade com que menciona as suas fontes, ao menos em relação ao que me toca.

No seu blogue “Filosofia social e Positivismo”, o pós-doutor Gustavo mantém as ligações de vários sítios eletrônicos de interesse positivista, porém não o do meu “Positivismo de Augusto Comte” (https://positivismodeacomte.wordpress.com/).

Cada um julgue do valor moral e da lisura acadêmica com que o professor pós-doutor Gustavo Biscaia de Lacerda me vota ódio e com que elide ao público, nas suas obras, a minha identificação. Ele sonega aos seus leitores informação que lhe era acadêmica e intelectualmente obrigatório propiciar-lhes; ele desinforma-os.

Cada um julgue se ele procedeu com probidade acadêmica e lisura intelectual ou se atuou com inegável desonestidade acadêmica e intelectual.

Pergunto: há probidade ou improbidade em sonegar, deliberadamente, em parte, o nome de autor que cita em nota de rodapé e na bibliografia, em tese de doutorado e em texto de pós-doutorado, acessíveis ao público, nome que ele obviamente conhece, por inteiro? ? Representa reincidência de improbidade persistir na mutilação do meu nome (em livro de 2016), a despeito do meu protesto, em 2011, e ainda que eu não houvesse protestado ? ? Ou ele foi probo, honesto, correto, moral acadêmica e intelectualmente, ao mutilar o meu nome, cujo enunciado obviamente conhece e cuja enunciação como “LACERDA NETO. A. V. de” era-lhe imperiosa, academicamente  e por lisura intelectual ? ?

Não se trata, da minha parte, de mera vaidade ferida por descuido do pós-doutor. Academicamente, a menção correta dos autores é forçosa: o pós-doutor jamais incorreria em tal desatenção de boa-fé.

Não se trata de questão de somenos, de meros sobrenomes, de picuinha de autor enfatuado: trata-se do intencional, deliberado, consciente obscurecimento da minha pessoa, da vinculação dela aos meus livros e do parentesco existente entre mim e Gustavo. Como “VIRMOND, A.”, não sou eu; não sou o autor dos meus livros e não sou irmão de Gustavo. Eu sou eu, bibliograficamente, como “LACERDA NETO, A. V. de”: desta forma, academicamente correta, o meu nome corresponde-me à pessoa; somente ela identifica-me, realmente, como autor dos meus livros; por ela, nota-se a coincidência de sobrenomes entre mim e o pós-doutor, o que, por sua vez, suscita, no mínimo, suspeita de parentesco entre ambos.

Identificado pela forma como o pós-doutor o fez, é como se eu não fosse eu: “VIRMOND, A.” não é ninguém.  Para o leitor desavisado,  “LACERDA NETO, A. V.  de” e “VIRMOND, A.” são duas pessoas, de que a segunda nenhum parentesco guarda com ele; no meio acadêmico, é indesculpável tal infração das regras da Abnt.

É evidente que qualquer leitor, ao se lhe deparar o nome Arthur Virmond de Lacerda Neto, percebe a coincidência com o Lacerda de Gustavo Biscaia de Lacerda: é esta percepção que o pós-doutor elide, capciosamente. Ele almeja evitar que os seus leitores percebam haver outro Lacerda, autor de livros sobre o Positivismo, e anteriores aos dele; deseja evitar a pergunta, no espírito do leitor: “Qual é o parentesco entre ambos?” e a resposta: “São irmãos germanos”.

Ele, que pontifica graças ao Positivismo, talvez insuporte, intimamente, dever-me a mim havê-lo conhecido. Talvez também me inveje, do que suspeito há cerca de vinte anos. Creio que me odeia por homofobia internada (“internalizada”).

 

 

Anúncios
Publicado em Arthur Virmond de Lacerda Neto., Gustavo Biscaia de Lacerda, VIRMOND, A. | Deixe um comentário

A Federação.

A Federação, informativo positivista, da capela positivista de Porto Alegre, no seu primeiro número, de 19 de janeiro de 1918: http://www.prossumers.com.br/pdf/POSITIVISTA.pdf

 

Publicado em A Federação., Circular positivista., Porto Alegre. | Deixe um comentário

Relacionamento aberto, retrodoxia, Positivismo.

 

Relacionamento aberto, retrodoxia, Positivismo.

Arthur Virmond de Lacerda Neto.

20.I.2017.

O relacionamento aberto é forma de relacionamento tão legítima e boa quanto o fechado, e até melhor do que este, desde que os envolvidos consintam nele, ou seja, se os dois envolvidos aceitam que um deles ou ambos possam manter relações sexuais ou afetivas (ou ambas) com terceiros, exercem a sua liberdade na sua intimidade.
É da conta deles e não da conta alheia o modo como vivem a sua deles intimidade, afetividade e sexualidade. Isto, à luz da liberdade; à luz da felicidade, o relacionamento aberto pode ser vantajoso se o envolvimento passageiro ou permanente, sexual ou afetivo com outrem acrescentar bem estar a quem se envolve e ao casal.

 

Segundo alguns observadores (W. Reich, em “A revolução sexual”) o casamento “tradicional”, com virgindade pré-conjungal obrigatória (abstinência dos solteiros; masturbação como única expressão sexual do solteiro), com fidelidade obrigatória, é extremamente infelicitador na maioria dos casos. Daí a trivialidade dos divórcios nos países protestantes, e a sua trivialização nos católicos que o instituíram, o que inclui o Brasil em que as pessoas viviam (até os anos 1980-90) solidões a dois e casamentos hipócritas. Também havia a famigerada moral dupla: o marido podia (na nossa sociedade e na Europa) ter amantes e ser bordeleiro (ir às meretrizes); era esperado que assim fosse, ou seja, mesmo no regime cristão (porque a matriz desta forma era religiosa), admitia-se, por via travessa, o relacionamento aberto, em favor do marido (e não também da mulher), em favor da felicidade dele e da sua melhor convivência com a mulher (que suportava, submissa, maus casamentos ou se divorciava).

Além disto, o relacionamento fechado (casamento monogâmico) é construção social, de origem religiosa. O casamento monogâmico é, sim, culturalmente dado; não é inerente à natureza humana.

Comparo o relacionamento aberto com o casamento homo: ambos são formas de expressão da liberdade e da natureza humana. Proibir um e outro resultam de condicionamentos culturais, nos dois casos, da mesmíssima origem: a religião. No caso da recusa do relacionamento aberto, a recusa origina-se, também, de outra fonte: o ciúme, como sentimento de posse, para contrariar o qual alguns indivíduos, ao longo dos séculos, propuseram relacionamentos abertos e coletivos (na idade média; nos E.U.A. nos anos de 1830, nos anos de 1950. Vide “A mulher do próximo”, de Gay Talese).

Em suma: julgo bem-vindo o relacionamento aberto, se os envolvidos aquiescem nele; pode ser vantajoso para os envolvidos; pertence à intimidade dos envolvidos; não é novidade, historicamente considerado; a sua recusa decorre da religião e do ciúme.
Ele existe, em casais hetero e homo, velada ou manifestamente. Hodiernamente, a retrodoxia conservadora-religiosa alarma-se com a teoria “queer”, que ela apelidou de “ideologia de gênero”. É o motivo de pânico moral do momento, como, por décadas a fio, no Brasil, foi o divórcio, nos meios católicos (anti-divorcistas).

A retrodoxia conservadora-religiosa afirma o valor da família e aferra-se ao modelo cis-hetero-normativo-monogâmico-procriador-fiel-cristão. É modelo a que, por séculos, as pessoas foram condicionadas e que vem sendo questionado.
Ele exclui e censura a sexualidade pré-conjugal (há que casar-se virgem), o divórcio (no catolicismo), o casamento homo, o poliamor, as famílias mono-parentais, o relacionamento aberto, a contracepção.

No presente, nada disto suscita pânico moral à retrodoxia, exceto, em proporção decrescente, o casamento homo: dez anos atrás, os setores mentalmente arcaicos e arcaizantes da sociedade brasileira bradavam em hostilidade a ele e em defesa da família (“tradicional”) e das crianças. Hoje, o casamento homo existe em inúmeros países, inclusivamente neste, e a família (“tradicional”) persiste, como vem perdurando apesar do divórcio e da contracepção (assaz difundidos no Brasil). Perdurará, a despeito do poliamor, do relacionamento aberto e da teoria da construção social, ou seja, parece-me tendência inerente à natureza humana a existência da monogamia. Não se encontra ela sob ataque nem carece de ser defendida. O ser humano espontaneamente é monogâmico.

Qualquer modificação no modelo cis-hetero-normativo-monogâmico-procriador-fiel-cristão alarma a retrodoxia: ela julga-se detentora exclusiva do certo e do verdadeiro; intolera a liberdade alheia; pretende impor a todos a fórmula de felicidade e moralidade que adota para si.

O fundamento teológico da retrodoxia matrimonial justifica-lhe a intolerância: há que se cumprir o ditame divino, rigorosamente como a deidade o dispensou aos humanos. É claro que, como convém, relevam-se, estrategicamente, os amores homossexuais de Davi e Jônatas, e de Raquel e Noemi.

Os adeptos da retrodoxia alarmam-se com a modificações naturais por que passa o casamento; aparentemente, sentem-se ameaçados e inseguros. Recusam-nas, intelectualmente, em nome do seu fundamento teológico. Temem-nas, intimamente, por viverem matrimônios frágeis ? Bradam contra elas, por que, veladamente, praticam-nas ?

Em termos positivistas (do Positivismo de Augusto Comte), a retrodoxia sustenta, a todo transe, a ordem, vale dizer, as condições de existência da sociedade e das suas instituições, como a família e, nela, o casamento. A retrodoxia recusa, a todo transe, o progresso, vale dizer, as modificações naturais e espontâneas que sofrem as condições de existência da sociedade e das suas instituições. Há que preservar o bom e melhorar o necessário: eis a fórmula do conservadorismo positivista, conservadorismo progressista, em que se conciliam a ordem e o progresso.

A retrodoxia sempre consistiu em ater-se à ordem, sem progresso que, por ocorrer na sociedade, inelutavelmente, torna as opiniões retrodoxas precisamente no que sóem ser: arcaicas, ultrapassadas pela evolução dos fatos.

Constitui mensagem do Positivismo valorizar a ordem e aceitar o progresso; conciliá-los e manter a sociedade em permanente modificação criteriosa.

Há uma diferença crucial entre a forma mental da retrodoxia e a do Positivismo: aquela fundamenta-se na alegada palavra divina, revelada aos homens, e transmitida nos textos bíblicos e na doutrina; este fundamenta-se na observação da realidade humana, da natureza humana e dos fenômenos coletivos, tal como no-lo fornecem os conhecimentos da sociologia, da psicologia, da antropologia, da história.

No fundo, cuida-se do contraste geral entre teologia e humanismo, entre teocentrismo e antropocentrismo; entre a cosmovisão teológica e a secular.

O contributo do Positivismo consistiu em positivar (nelogismo de Augusto Comte) o entendimento dos fenômenos coletivos e individuais, mercê da criação da sociologia e da psicologia, até então inexistentes como domínios autônomos do saber e cujas matérias achavam-se incluídas na teologia e na metafísica, ou seja, explicavam-se os fenômenos coletivos e individuais por critérios, em alguma medida, dependentes da divindade (cristã) ou da imaginação, ao passo que a obra de Comte elevou a positividade (espírito de observação da realidade), já presente na matemática, na física, na química, na biologia, à sociologia e à psicologia, que criou.

Com isto, libertou o entendimento de instituições como a família, da sua dependência de versículos da Bíblia e da respectiva interpretação; ele secularizou-lhes o entendimento, até então jungido à ordem imóvel, e permitiu a compreensão do seu progresso. Eis por que doutrinas secularistas, como o Positivismo (e como a teoria da construção social) representam, em termos, ameças à retrodoxia: elas fornecem premissas ateológicas e não absolutas; por outra, premissas humanas e relativas que resultam em conseqüências atentas à vida das pessoas e não aos textos canônicos.

Publicado em Família., Relacionamento aberto., Retrodoxia., Sem categoria | Deixe um comentário

Imagens.

Letra de Comte.

Autógrafo de Comte. 1854.

Centro positivista da Chapel Street, de R. Congreve.

Centro positivista da rua Chapel, fundado por Ricardo (Richard) Congreve, em Londres.

David Carneiro e Turim.

David Carneiro (à dir.), paredro do Positivismo em Curitiba, e João Turin, escultor, na inauguração do monumento a Benjamin Constant, em Curitiba.

A. Comte morto. Heliografia.

Augusto Comte jacente. Heliografia. 1857.

Newton Hall.

Centro positivista de Newton Hall, Londres.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Bandeira republicana do Brasil.

O Templo da Humanidade, da Igreja Positivista do Brasil, fornece, eletronicamente, o opúsculo de Raimundo Teixeira Mendes, autor da bandeira republicana do Brasil, a respeito dela. Explica-lhe a concepção e refuta-lhe os críticos. Aceda ao texto por aqui.

A bandeira nacional.

 

Publicado em Bandeira do Brasil., Sem categoria, Teixeira Mendes. | Deixe um comentário

Projeto social dos positivistas gaúchos.

Ricardo Cortez Lopes, doutorando em sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul publicou, na Revista de Ciências do Estado (vol. 2, número 1, de 2017), artigo acerca do projeto social dos positivistas gaúchos.

Eis-lhe o resumo:

Ao analisar os escritos de divulgação de positivistas gaúchos do Templo Positivista
de Porto Alegre entre o século XIX e XX, esse trabalho buscou compreender a noção positivista de modernidade, que envolve uma série de outros aspectos teóricos para além da teoria dos três estados, sem dúvida o aspecto mais famoso da teoria comteana.
Assim, ao abordarmos características dessa doutrina, esperamos mostrar alguns
pressupostos (evidências para nossos atores) que embasam esse projeto teleológico
de modernidade.

Aceda à íntegra do artigo por aqui.

Publicado em Positivistas gaúchos., Ricardo Cortez Lopes, Sem categoria | Deixe um comentário

Positivismo e abolicionismo.

 

POSITIVISMO E ABOLICIONISMO. (Nota por incrementar.).

Os positivistas brasileiros eram abolicionistas. Era condição de ingresso na Igreja Positivista do Brasil não se possuir escravos.

Teixeira Mendes, chefe do Positivismo Brasileiro (e autor da bandeira republicana), era favorável à indenização, a ser paga, por ocasião da abolição, não aos ex-senhores, porém aos escravos.

Teixeira Mendes, Aníbal Falcão e Teixeira de Souza formularam, em 1880, projeto de abolição:
1- Abolição imediata.
2- Adscrição ao solo dos (ex) escravos,
3- Supressão da legislação autorizadora de castigos corporais.
4- Casamento dos pares de (ex) escravos.
5- Limitação do número de horas de trabalho, com descanso semanal.
6- Criação de escolas primárias, às custas dos grandes proprietários rurais.
7- Dedução de parte dos lucros dos (ex) senhores para pagamento de salários.

Miguel Lemos, um dos próceres do Positivismo no Brasil, escreveu: O proprietário atual de escravos é simplesmente uma pessoa que continua a gozar das conseqüências de um crime [instituição da escravidão] que os nossos pais cometeram , crime atroz que deve ser expiado” mediante a transformação dos escravos em “cidadãos livres.

O Calendário Histórico ou Calendário Positivista, composto por A. Comte, em que se atribui a cada dia um personagem relevante no progresso humano, consagrou o dia 26 do mês de Frederico (evocador dos estadistas modernos) a Bolívar e a Toussaint-Louverture.

Toussaint-Louverture foi o negro, escravo, que promoveu a independência do Haiti, e a extinção da escravidão naquele país. A escolha de Comte, de tal personagem não é apenas simbólica: ela eleva Toussaint à condição de benfeitor da Humanidade.

Publicado em Escravidão. | Deixe um comentário

O Positivismo na Argentina.

Artigo de Ramón Carrillo, publicado na Revista Ocidental, em 1901, noticia a presença e a ação de alguns positivistas na Argentina.

Tradução e notas da minha autoria. Leia aqui: O POSITIVISMO NA ARGENTINA

Publicado em Argentina. | Deixe um comentário